Monday, January 08, 2007

Os Brasis

Todo mundo sabe que o Brasil está longe de ser um país único, integrado, coeso, como querem fazer ver nas propagandas patrióticas que se divulgam por aí. Nossa unidade não vai muito além de uma unidade territorial, muito embora falemos o mesmo idioma e tenhamos os mesmos símbolos pátrios. Dentro desse Brasil existem mil outros Brasis, de diferentes níveis sociais, culturais, e intelectuais. Costuma-se generalizar separando o Brasil do Brasil e o Brasil Suíço baseando-se somente no aspecto economico.

Essa é uma separação maior, grosseira, que separa aquele 1% (se você acha que esse 1% é pouco, saiba que são quase dois milhões de pessoas!) que formam o Brasil do primeiro mundo, o Brasil dos carros blindados, das mansões, dos seguranças, enfim, o Brasil da vida plena, do Brasil da sobra, do resto, do Brasil sobrevivente, e subserviente. Sem contar que este é o Brasil que normalmente paga a conta!

Ocorre que entre um e outro Brasil pode-se intercalar outros tantos, que ficam tão distantes uns dos outros como esses dois anteriores, não só nos aspectos econômicos, mas também no nível cultural. Como querer colocar tudo dentro de uma mesma panela e julgar como se tudo fosse igual? De uma certa forma o resultado das últimas eleições serviu para separar um pouco esses dois Brasis, serviu para ver quem somos nós e o nível em que estamos.

Tuesday, November 07, 2006

Figuraça

Pois é, esse bode Jonathas é uma figuraça, não tanto por ser bode, que bode fede e normalmente não é figuraça, mas porque esse bode é diferente. Fede, mas sabe. Não sabe que fede, sabe das coisas. Conhece o rengo deitado e o cego dormindo, eita bicho bom!

Quando chegou a época das eleições ele me chamou num canto e disse: - Isso vai acabar dando bode! E não é que deu mesmo! Bicho esperto, sabe tudo de política nacional, para não dizer que sabe tudo de tudo!

Tuesday, September 19, 2006

Deu bode

Acabou dando bode nas cabras, não necessariamente no mau - ou no bom? - sentido. Deu, "ansim um pobreminha", entendem? Aliás, como diz o velho e sábio bode Jonathas: quem tem um "pobreminha", tem tendência a comer uma graminha. Perguntei pro velho bode o quanto um homem pode dizer, assim tipo os que costuma ter corno, que não sabiam de nada. O bode me respondeu que nesses casos o céu é o limite - e que quando o pessoal acredita em qualquer coisa aí é pior.

Melhor seria perguntar o que o cabra sabe, sabe como é? A gente sabe que ele sabe muito pouco, quase nada, mas, pior do que se pensa, pode ser menos ainda. Não digo inaceitável porque o pessoal aceita: como sempre funciona nossa política do "tomacádálá"; quando o pessoal ganha alguma coisa fica feliz, feliz, feliz.

Tuesday, May 30, 2006

Conselhos ou ordens?

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Bom cabrito não berra. Água de morro abaixo, fogo de morro acima e mulher quando quer dar, ninguém segura. Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Seguro morreu de velho - e de tédio também. Quem não arrisca não petisca. Tudo bem, mas o que é petiscar?


Petisco, s. m., comida saborosa; gulodice; pitéu. Termo bonitinho esse, que carrega todo o seu significado, pitéu, só de pronunciá-lo você percebe que está se referindo a um legítimo piteuzinho.


Perguntei ao bode Jonathas em quem devia votar nas próximas eleições. Ele sacudiu a cabeça, raspou os cascos no chão, cuspiu longe e disse: Nééééééééééé! Tá bom! Eu também acho que nééééééé...

Wednesday, May 17, 2006

Bode Jonathas

Bode Jonathas, como vocês devem saber, é o meu bode conselheiro, alguém com sabedoria sobre a vida, sobre todos os fatos da vida, alguém a quem eu peço socorro sempre que algo me atormenta a alma. Últimamente sinto que tenho atormentado um pouco demais o meu bode conselheiro, coisas dessa minha alma que vive atormentada nesse república metalúrgica de valha-me todos os santos e livrai-me desse mal meu Deus!

Noto que o Bode Velho já está demonstrando alguns sinais de stresse, ou seja, está na cara do bode que vai dar bode no bode, ou seja, o bode não vai aguentar o tranco de tantos bodes. Gostaria de livrar a cara do bode, não apurrinhar tanto o bode com tantos bodes, mas, como eu disse, quem vive numa república metalúrgica tem mesmo que levar ferro.

Votaram no analfa, agora só nos resta suportar o tranco, aguentar a bronca até que dê pra dar a volta por cima, por baixo, por qualquer lado que der pra se livrar dessa turma que tomou conta do pedaço, invadiu e alugou o barraco e não está dando o menor jeito de que vai largar o caroço assim no mole. Aquela história "ratus magrus", depois que sente o gostinho é brabo...

O que eu posso dizer? Guenta bode... guenta...

Tuesday, April 25, 2006

Haverá espaço no inferno?

Ficam vendo essas propagandas na televisão, as apresentadoras, os apresentadores, todos bonitinhos, fazendo um papel de bonzinhos para arrancar o rico dinheirinho do povo, a maioria para vender ou empurrar bobagens para as pessoas. Que sistema terrível esse nosso, não é mesmo? Onde as pessoas, para enriquecerem, precisam arrancarem o pouco que os humildes e os inocentes possuem. Eu me pergunto: haverá espaço no inferno para tanta gente?

Não adianta lutar contra esse sistema, contra esse monstro que nos engole a todos. O número de inocentes úteis é muito grande, o número de conscientes é ínfimo. Ainda existem otários em grande quantidade para serem explorados, para manter funcionando esse sistema que explora a todos.

Como eu sempre digo, que cada um faça o que pode, faça a sua parte, dê a sua mensagem, oriente quem puder orientar. O resto é procurar não esquentar muito a cabeça - se isso for possível -, e deixar pra lá.

Tuesday, April 04, 2006

Isso é hora?

Agora é uma e cinquenta e dois da madrugada do dia cinco de abril, uma quarta feira. Que raios eu estou fazendo a essa hora na frente desse meu computador? Estou escrevendo nesse blog, é claro, mas, isso é hora? Não é, mas são coisas de quem perdeu o sono, de quem deitou cedo na esperança de dormir até o amanhecer, mas, como vocês podem constatar, o plano falhou, e aqui estou, acordado, e insone.

Esta é uma madrugada pacífica. Eu que me lembro de já ter passado por tantas e diferentes madrugadas na minha vida. Madrugadas em que estive doente, algumas padecendo com alguma com dor, outras madrugadas sufocantes, quando acompanhando alguém doente, um filho doente, madrugadas festeiras - as boas madrugadas! - madrugadas de serviço, os plantões. Por isso que eu chamo essa de uma madrugada pacífica, uma madrugada calma, cujo único padecimento é uma insônia.

Até há pouco havia uma companhia na madrugada, um outro alguém que me acompanhava pelo MSN, uma companhia sempre ajuda, um bate-papo, uma conversa na madrugada, ajuda a passar o tempo, a matar o tempo. Uma boa companhia até nos faz esquecer do tempo, da insônia, da madrugada...

Tuesday, March 28, 2006

Não deu cabra...

Deu bode! Foram mexer com o caseirinho, deu no que deu, deu bode, e bode feio, dos bons, mal cheiroso. Fedeu tanto que derrubou o super-ministro, o homem dos juros milionários, o homem que tornou os bancos ricos. O sistema lhe deve muito, muitos bilhões. Não fiquem com pena dele, não, ele está com o seu futuro e de todas as suas gerações garantido, o sistema saberá recompensar os ganhos regiamente.

Fiquem com pena de mim, de mim que fiquei mais empobrecido pelas medidas "sábias" de vossa excelência. Quem ficou pobre nessa história fui eu e a maioria do povo brasileiro. Vejam se FHC ou Malan estão passando mal? Todos eles saem do poder e ficam vivendo com as burras da viúva. Nós, os brasileirinhos, os Francenildos da vida é que ficamos no prejuízo. Eles pegam as suas maletas executivas e vão cantar em outras freguesias, mais bem pagas, com um lucro ainda maior.

O que podemos fazer? Vivemos num país com inclinações ovinas e caprinas. Ou somos dóceis como ovelhas, não reclamamos de nada, ou somos estúpidos e cegos como bodes velhos. Enquanto isso vão se sucedendo estes bandos no poder.

Monday, March 06, 2006

Um recipiente em forma de quadrilátero e batizado com um certo número par!

- Estamos com um problema.
- Problema?
- É. Como é que vamos chamar "a coisa".
- Coisa? Que coisa?
- Aquela "coisa" na nossa contabilidade, entendeu?
- Voce quer dizer o caixa...
- Pára! Pára! Você não sabe que as paredes têm ouvidos?
- Que nada! Vocês estão fazendo um bicho de sete cabeças por causa do...
- Pára! Não fala! Já disse pra você não falar esse nome aqui.
- Bobagem! As paredes desse país são surdas!
- Nada disso! Não fale em alto e bom tom isso aqui...
- Ainda acho que isso é tempestade num copo d'água.
- Já sei! Vamos chamar de "Recipiente em forma de quadrilátero e batizado com um certo número par".
- Pô! Que nome legal para o caixa 2!
- Não!!! Não me fala esse nome aqui!

Monday, February 27, 2006

Técnicas de Apascentamento

Eu agradeço muito a Deus, nesses tempos bicudos que andam por aí, pelo menos eu tenho essa função digna e honrada: sou um apascentador de cabras. Foi uma conquista obtida com muito esforço, com muito treinamento. Você acha que ser um apascentador de cabras é um coisa que é só ir chegando assim e logo ir apascentando? Não se apascenta sem prática apascentatória!

São técnicas milenares que passam de pai para filho e depois para o outro filho, e depois que se casa e tem um filho, passa para esse filho que por sua vez passa para o filho, que passa para o outro filho que... bem!, acho que você já entendeu essa idéia contida na "lógica da transmissão do conhecimento intergeracional", não é mesmo? Porque se você não entendeu, eu posso explicar novamente: O pai passa para o filho que passa para... O que? Você já entendeu tudinho? Está bem então.

Além disso tem a pose, acho que essa é a técnica mais difícil de ser compreendida. Não basta ser um apascentador de cabras, você têm que se parecer com um deles, este é o segredo. Por quê? Não, não é uma questão de aparecer por aparecer. Pense comigo! Se você não se parece com um apascentador de cabras, como é que as cabras vão saber que serão apascentadas por você? Como? Um crachá escrito "Apascentador de Cabras"? Eu não havia pensado nisso...

Monday, February 20, 2006

Bode Jonathas

Sempre que estou com algum tipo de problema - e quem não têm problemas? -, que estou em dúvida sobre alguma coisa, eu tenho um ritual todo meu, todo próprio, e que vem me ajudando muito na solução dessas verdadeiras "encruzilhadas" que se apresenta na minha vida.

Vou para dentro da minha caverna e levo comigo, para uma conversa à dois, o meu velho amigo bode Jonathas. Uma vez lá dentro sento numa pedra - ele não senta, permanece de pé! - e conto para ele todo o meu problema. Ele me ouve atenta e pacientemente - as vezes come algum chumaço de capim durante a explanação, mas acho que não perde a atenção do que estou dizendo. Depois pergunto para ele qual a sua opinião, quais os conselhos que ele serem os mais sensatos, os mais apropriados para a situação.

O ritual se repete, sempre é o mesmo! Ele pára por uns breves momentos - em algumas ocasiões ele chegou até a defecar e urinar nesse momento, não sei se isso ajuda a colocar pra fora algum espírito, ou alguma força interior que ele tem -, depois sacode a cabeça um certo número de vezes - quantas vezes eu ainda não consegui contar, é muito rápido! -, aí ele me olha com uma certa tristeza bem no fundo dos meus olhos e diz:
- Bééééééééééééééééééééééé...

Thursday, February 09, 2006

Uma nova receita!

Eu senti o cheiro de um tempero diferente na pizzaria de Brasília. O cheiro, do tipo "me engana que eu gosto", provém de um tempero usado para acomodar a situação de alguns depoimentos esperados e necessários. Dizem que os depoimentos serão fabricados, ao menos para que constem formalmente dos autos e acalmem a patuléia. Não é difícil armar um teatrinho convincente desse tipo, com uma dúzia de perguntas respondidas com óbvios (e já esperados) "não sei" e "não lembro".

O Apascentador de Cabras - SSAC* - leu atentamente esse parágrafo aí de cima, e proferiu a seguinte sábia sentença: - "Evitem de jogar com essa gente; saibam que lhes será impossível ganhar pela maldade que possuem. Eles jogam num terreno onde são os doutores, todos pós-graduados. Qualquer tentativa será uma covardia e uma impossibilidade".

O Apascentador de Cabras - SSAC* - nada mais disse.

Friday, February 03, 2006

Soluções Para o Brasil

O Apascentador de Cabras - SSAC* - retirou-se para sua caverna meditacional e, após exatamente 14 segundo e três décimos saiu de lá com as soluções para a pátria mãe. O Apascentador de Cabras - SSAC* - esclarece que, durante esse período de retiro, reflexão e aprofundamento, encontrou as seguintes soluções para os pastos nativos:

Solução número um - não necessariamente nessa ordem, nem necessariamente em outra ordem aleatória qualquer, o Apascentado de Cabras - SSAC* - gostaria de esclarecer que as soluções lhe vieram a mente durante o período reflexional sem atender a uma ordem prioritária formal, sendo portanto irrelavante o posicionamento delas aqui nesta lista - banimento humano, ou seja, o abandono completo do país, com a proibição formal de que venha a ser ocupado por qualquer espécime da raça humana nos próximos 500 anos. Durante este período poderia ser transformado num local de retiros para cabras idosas.

Solução número dois - a solução sobreveio à mente do Apascentador de Cabras - SSAC* - totalmente "borrada" - provavelmente "entrou" fora de sintonia - e não houve meios que a tornassem passível de ser decifrada (ou mesmo deschifrada).

Solução número três - declaração e imediata constituição de uma eterna república carnavo-momo-festeira. Com algumas pequenas adaptações, o carnaval passaria a ser comemorado durante trezentos e sessenta e quatro dias por ano. O pessoal iria trabalhar num único dia por ano, que seria a quarta-feira de cinzas.

Solução número quatro - troca, mediante permuta, de território com o Afeganistão. O Apascentador de Cabras - SSAC* - entende que, com menos praias - o pessoal tenderia a trabalhar mais. Isso sem falar no bem que as montanhas fariam para as cabras.

E nada mais disse o Apascentador de Cabras - SSAC*, que retirou-se para a sua caverna em meditação profunda.

Friday, January 27, 2006

Mas que raios de nome é esse?

Não sei, honestamente não sei de onde sai esse tipo de nome. Agora vejam vocês: "Apascentador de Cabras", pode isso? Pode! E tanto pode que está aí no blog, com direito a banner e tudo. E o melhor de tudo é que ficou bem legal o banner. Já repararam na cara de algumas das cabras do banner?